Cores Divergentes
- cocatrevisan
- 3 de fev.
- 2 min de leitura
Várias vezes escrevi neste blog destacando as HQ(Histórias em Quadrinhos), elas tratam de temas relevantes assim como desenhos animados onde transitam metáforas, semânticas, simbologias e semióticas.
A literatura "infantil" exige representatividade e não são poucos os livros que debatem temas adultos.
Como explicar as guerras insanas para o público infantil?
"Bum: a guerra das cores" do espanhol Xímo Abadia é um belo exemplo, onde as cores verde e vermelho se enfrentam com ênfases diversas.
Tudo começa entre dois povos vizinhos que tem uma ligação de paz e harmonia, até que nascem duas criancas, uma em cada povoado.
Suas preferências são opostas e o conflito ameaça a paz celestial.
Começa a guerra.
Bum...
A guerra das cores, uma idolatra o verde, a outra o vermelho.
O apocalipse anuncia novos tempos, nenhuma admite que sua cor não seje a preferida, e agora o juízo final está a milhares de quilômetros de distância com dois "Eixos do Mal".
Incrível, parece história infantil, e é, mas a estupidez humana "adulta" também tem seus representantes.
A menina que adora o verde sabota, mente, cria fakes e tudo mais para a menina do vermelho.
Bom, aqui podemos qualificar virtudes dúbias mas a essência das meninas não está interessada na semântica. De ambas as cores.
Vale é difamar...
Simples assim.
Simples?
Virou guerra...bum...
Lembrei de um vídeo na internet, o professor quer demonstrar como somos doutrinados. Ele combina com seus alunos uma pegadinha. Pede para todos dizerem que um círculo verde é vermelho.
Quando chega o zé atrasadinho o professor pergunta para o primeiro aluno qual a cor do círculo.
Mesmo sendo verde ele diz que é vermelho, assim como o segundo e terceiro colegas.
O desavisado estranha mas quando o mestre pergunta a cor do círculo verde ele diz que é...vermelho...
E assim caminha a humanidade com o timoneiro decidindo caminhos.
Ah, a essência do discernimento.
Sim, o respeito mútuo garante suas escolhas mas o dano provocado pela ganância e suas manipulações destrói nossos livre-arbítrios.
Bom, pelo menos o colega cabeça de vento não provocou uma guerra...
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