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O Fujão

  • cocatrevisan
  • 16 de nov. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de nov. de 2025

Adoro Sociologia, Filosofia, Comunicação, Existencialismo, elas fazem parte das normas deste blog há mais de cinco anos.

Assim como prefiro ser uma metamorfose ambulante sem receio de pular de galho em galho, abraçado com meus vinhos, livros, Grêmio, o Imortal, praias e discos, sigo em linha reta (às vezes tortas), liberando e trocando conceitos conforme o doce sabor de uma suposta liberdade.

No quesito filosófico tenho um problema com meu amigo Epicuro, o filósofo feliz que recomenda evitar excessos.

Mas como todo brasileiro sempre encontro um jeitinho para minhas fugas existenciais.

Querido Epicuro, saiba que sigo leis de outro amigo, Raul Seixas, e com ele no comando...somos cowboys fora da lei...

Nossas fugas são sadias...bom, nem tanto.

Mas como pesquisador das indústrias culturais há mais de quatro décadas (minha tese de TCC foi baseada na Escola de Frankfurt) sei que preciso superar padrões, dogmas e leis.

Tenho que continuar...fugindo...

Ora, tenho que seguir o Leviatã?

Às vezes sim, outras não.

Bom, entre os processos civilizatórios de Darcy Ribeiro que vão e voltam, acelerando e recuando conceitos, preciso fugir no mundo líquido(oba) de Zigmunt Bauman e para superar dogmas, fugir pode ser uma ótima pedida.

As correntes de ferro são fortes, a oposição é diária e para o fujão só resta a ousadia para enfrentar fantasmas como o de Canterville de Oscar Wilde.

Quando uma família com quatro filhos resolve encarar a moradia da fantasmagórica Mansão Canterville, nada abala a coragem e razão da serena família.

O antigo proprietário alerta sobre o fantasma, mas a família do Sr. Hiram B. Otis não está nem aí para o terrível hóspede de 300 anos.

Na primeira vez que o fantasma resolveu começar seus trabalhos o ministro incomodado com o barulho das correntes sujas e enferrujadas sugere que o fantasma use um ótimo lubrificante.

Indignado, o fantasma resolve assustar dois filhos gêmeos que haviam encurralado o infeliz com suas pelotas de ratazanas.

O fantasma não aguentou e saiu correndo passando entre as paredes da velha Mansão.

Ele tentou voltar na semana seguinte mas foi escorraçado pelos gêmeos pestinhas.

O fantasma, estressado, desapareceu por 30 dias e ainda assim voltou para pedir ajuda a outro membro da família, uma menina de 14 anos de idade.

"Não durmo há trezentos anos", desabafou o acorrentado que sonhava com o Jardim da Morte, "a morte deve ser tão bela, deitar-se sobre a terra marrom e macia".

Grande Oscar Wilde que não conseguiu fugir de uma sociedade rígida (para não dizer outra palavra) do século XX, foi preso por dois anos por ser homossexual e seus contos considerados"pecaminosos", morrendo logo após.

Não tem jeito, vou prosseguir minhas fugas debatendo o Leviatã, as mídias malditas, a cultura de massas, eles, sempre eles...

Quero distância, vou fugir, porém, resistindo aos dogmas, leis, pontos e vírgulas deles...sempre...

 
 
 

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